Desabafo: Lowcarb or Not Lowcarb, eis a questão

jon-tyson-232630-unsplash.jpgDepois de cinco anos nesse barco, comecei a questionar o meu estilo de vida lowcarb. Os últimos dois meses foram uma confusão sem fim — tudo está meio de pernas pro ar, mas estou otimista que vou achar meu rumo.

Primeiro eu criei um grupo lowcarb no facebook para motivar a galera (AKA: para me auto-motivar). Daí eu reencontrei um amigo e abri o coração: “lembra aqueles quarenta quilos que emagreci? Pois recuperei dez e estou louca de medo de recuperar mais trinta. Louca de medo mesmo. Louca de medo de comer um pão e cair num binge-eating de três meses. Louca de medo do final de semana. Louca de medo de terminar o whole30, emagrecer 5Kg em 30 dias de restrição e engordar 6Kg em um final de semana de Netflix”. Foi um momento de lucidez onde, pela primeira vez, pensei que o método lowcarb funciona para emagrecer, mas que esse medo constante de comer não ia dar pra manter como estilo de vida. Daí eu postei no Instagram que não ia mais fazer o #whole30 em abril porque não sabia lidar com a compulsão e tinha que lidar com isso primeiro. Daí eu fui num evento lowcarb aqui em Londres e conheci o maravilhoso do Dr. Souto, e percebi que lowcarb não só me ajudou a emagrecer, mas a reverter resistência a insulina/diabetes2/ovários policísticos. Daí saí hiper motivada e pensei: lowcarbforever, esquece qualquer outra coisa e VAI SER LOW CARB NA VIDA, CARLA. Daí me mantive uma semana linda na linha, mas logo degringolei, comi chocolate, sorvete e pizza (gluten-free, pelo menos). Tudo no mesmo dia. E no outro dia comi risoto, biscoito e umas outras 3 mil calorias. E no outro dia fiz jejum. E no outro dia comi omelete, salada e daí porque o dia estava ruim, uma pizza (gluten free de novo). Daí no outro dia, no caminho da casa pro trabalho, comprei dois chocolates e comi no metrô (se ninguém vê, não conta, né?). Daí vi que não dá. Percebem a confusão? Vi que esse comportamento compulsivo não vai se resolver com #lowcarb ou #nãolowcarb, mas que preciso aprender a driblar a compulsão e que isso precisa ser o foco. Não os dez quilos. Não o pão. Não o método. Não o medo.

E aqui estamos agora. Estou fazendo acompanhamento com uma nutri (pro Hashimoto’s) e com um coach (nutrição e lifestyle). Investindo muito (dinheiro e tempo) nisso, mas com esperanças de que eu não só emagreça aqueles dez quilos recuperados, mas que consiga controlar a Hashimoto’s e melhorar (muito!) o meu relacionamento com a alimentação — forever.

Whole30 LowCarb Fevereiro 2018

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Oi amiguinhos,

Estou me preparando para dar a largada ao primeiro whole30 de 2018 e vou compartilhar a jornada aqui no blog. Decidi fazer isso porque até hoje recebo comentários queridos de gente que encontra o blog por causa da minha primeira rodada do Whole30 em 2015, e se inspira para o Whole30 no Brasil. Vou começar na segunda-feira dia 29 de janeiro, provavelmente com um omelete de espinafre haha. Dessa vez a necessidade de fazer um whole30 não é muito diferente das outras vezes, mas vem de uma pressão pela saúde muito maior.

[Alerta de textão, pode pular essa parte e ir direto pras logística do whole30] Uns meses atrás eu comentei que fui diagnosticada com Tireoidite de Hashimoto’s, né? E que eu estou tentando reverter naturalmente sem remédios sintéticos, né? Pois é. Um dos vilões da Tireoidite de Hashimotos é o glúten. Então, naturalmente, a primeira coisa que qualquer pessoa que consegue entender as coisas logicamente faria, seria parar de consumir glúten, né? Mais fácil ainda pra mim, que desde 2013, quando comecei a ser lowcarb, reduzi drasticamente o consumo de glúten. Ele era apenas parte das minhas escorregadas. Ele não fazia parte da minha vida. Mas daí, vai entender, quando eu descobri que não poderia nunca mais comer glúten porque ele faz mal para a minha saúde (não só para o meu emagrecimento), eu fiz o quê? E fui de férias pro Brasil e eu comi glúten todos os dias por mais de 3 semanas. Eu bebi cerveja, eu nem gosto mais de cerveja, mas eu bebi cerveja! Também consumi açúcar em todos os formatos.  Isso não foi uma decisão inteligente. Não sei explicar. Eu não tenho dificuldades de aprender as coisas. Acho que sou até bem inteligente. Mas daí foi como se ligar o botão de #$%-se fosse me salvar da Hashimoto’s. Não salva, gente. Não salva mesmo. O que aconteceu foi justamente o contrário. Eu fiquei inchada, eu fiquei meio pra baixo, eu fiquei cansada, eu fiquei com dores musculares, eu não consegui mais subir a escada da estação correndo (de subir caminhando eu já fiquei ofegante), eu vi um peso na balança que eu não via desde antes do meu primeiro whole30. Deprimente, sério. Não bastassem todos os sintomas chatos da Hashimoto’s, agora minhas roupas também estão apertadas.

Eu já sei que quando se tem Hashimoto’s o emagrecimento é bem mais lento, isso se há emagrecimento at all. Mas eu sou uma otimista e tenho um plano pra controlar a compulsão e me colocar nos trilhos em 2018. Parece que eu só consigo progredir se eu vou no 8 ou 80, então vou nos 20g de carb por dia com comida de verdade, que é o que mais funcionou pra mim nos últimos cinco anos.

Como eu vou fazer o whole30 lowcarb?

  • A gente sabe que whole30 não é necessariamente lowcarb, mas o meu será o mais lowcarb possível, batata-doce vai ter que ser limitada hehe
  • 3 refeições de comida de verdade por dia, a dificuldade vai ser o café da manhã que eu adoro escapar, adoro um JI, mas vamos lá
  • Diário de alimentação, gratidões e conquistas, porque isso me faz muito bem

O que eu quero estar contando aqui após o whole30 de Fevereiro?

  • Que terei diminuído o nível de anticorpos atacando minha tireóide
  • Verei um aumento nos meus níveis de energia
  • Terei eliminado pelo menos metade do peso adquirido nas férias (-3Kg)
  • Se não for pedir muito, terei deletado a dor embaixo do meu calcanhar esquerdo que já me incomoda há uns 8 meses.

Alguém mais começando whole30? É muito mais divertido fazer com coleguinhas ^_^

Programa Whole30

O #Whole30 é um programa desenvolvido pelo casal Dallas e Melissa Hartwig e a proposta é simplificar a dieta e eliminar toxinas durante um desafio de 30 dias. O programa está bem explicado no livro deles It Starts With Food e também no site Whole30.com. Ele é bem conhecido pela galera que faz a dieta paleolítica e a origem acho que é de lá mesmo, mas um pouco mais restritiva.

Whole30

Durante os 30 dias do desafio, os autores sugerem a ingestão de “comida de verdade”, AKA, tudo aquilo que for processado está fora – incluindo os meus favoritos queijos e cremes. No programa também estão proibidas a ingestão de grãos, tipo arroz, feijão, grão de bico, etc, o que para mim não faz diferença pois já estão fora do meu menu há dois anos (dancinha da vitória). E claro, nem falar de açúcar e farinha né gente, esses deuzulivre alguém mencionar aqui neste blog 😛

Mas enfim, se a dieta cetogênica/low carb está funcionando pra mim, pra quê mudar?

  • Quero aprender a comer mais legumes e verduras;
  • Ando fazendo muito doce lowcarb (este blog é prova disso!) e acredito que isso não está me levando pra frente;
  • 2015 é o ano que vou parar de beber refrigerante – nada melhor que um desafio de 30 dias para dar um empurrão;
  • Preciso emagrecer mais gente, mais 25Kg pelo menos, mimajudim!!! Estou desde janeiro do ano passado com a balança empacada um vai-e-volta de 5Kg muito apegados!
  • Desconfio que tenho alergia a queijo e amêndoas – sim, uma tristeza! Mas fiquei uns 20 dias sem comer nada de nuts e a alergia foi embora, foi eu voltar a comer e bum, um ataque horrível. Então esse desafio vai ajudar a descobrir o que é, porque o processo de reintrodução de alimentos é bem jóia =)

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Carlaaa, mas você vai trair a dieta lowcarb/cetogência? Não, eu quero continuar lowcarb porque assim me sinto bem, por isso não vou afundar o pé nas frutas e na batatinha, mas isso não significa que eu não vá comer batata-doce de vez em quando, porque batata doce é a melhor coisa do mundo ❤

Então é isso gente, hoje começou o desafio e eu estou super animada e ansiosa, até criei um perfil novo no instagram para não incomodar os amigos com meu flood de fotos de comidas!

Eu quero muito muito muito ser super aplicada, hoje cozinhei um monte para pelo menos dois dias, e quero contar a experiência aqui no blog também, não sei se vai dar pra postar todos os dias, mas eu vou tentar!

Cobertura & Recheio de Amendoim Low Carb

photo 3 (4)Depois de um mês cheio de atividades viajísticas, hoje decretamos o dia da preguiça aqui em casa. Nada de tirar os pijamas ou realizar atividades que exigissem sair de casa. Mas, como passei os últimos finais de semana em função do trabalho, queria fazer um carinho culinário pro marido, que no quesito doce ainda tem seus dotes limitados à barras de chocolate 90% cocoa, hehe. Queria fazer, mas no dia da preguiça não podia passar mais de 1h na cozinha.

Apelei pra receita básica de Muffins de Chocolate e inventei no recheio e cobertura. Ficou BEM BOM GENTE! Renderam 6 muffins grandes e 24 mini-muffins que vou levar pro pessoal do trabalho amanhã.

Ingredientes:

  • 140g de Cream Cheese em temperatura ambiente
  • 4 Colheradas Super Cheias de Manteiga de Amedoim (a que eu uso é tipo caseira, com uns pedacinhos de amendoim no meio)
  • 1/3 Xícara de Creme de Leite
  • 5 Colheres de Sopa de Adoçante Confeiteiro (eu usei Sukrin)

Como faz? Bate o cream cheese  com a manteiga de amendoim. Depois adiciona o resto e bate bem. O processo todo demora uns 3 minutos, bem rápido mesmo. Depois é só usar para decorar seus muffins, rechear bolos ou matar a vontade de um docinho de colher.

Rendimento: Para cobertura e recheio abundante de todos os muffins (6 grandões e 24 pequenos).
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Leite Condensado Low Carb

photo 1 (4)Este leite condensado foi totalmente um acidente, ele queria mesmo era ser doce de leite – e nem eu mesma soube o que ele era até levar para uma colega do trabalho provar. Na hora ela exclamou “tu fez leite condensado sem açúcar!!!”. Nem consegui acreditar, faz tanto tempo que não como leite condensado normal que nem lembro mais o gosto. Mas segundo ela, que come, é isso mesmo. Então achei que valia a pena escrever a receita aqui, no caso de você ter abundância de xylitol em casa e decidir experimentar. Tem que ser xylitol ou algum adoçante natural granulado. Stévia, líquido ou doçurinha não vão adiantar. Tem que ser granulado.

Ingredientes:

– 1 Xícara de Creme de Leite

– 1/2 de Água

– 1/2 Xícara de Manteiga

– 2 Xícaras de Adoçante Granulado (eu usei xylitol)

– 1/2 de Extrato de Baunilha ou Caramelo

– Pitada de Sal

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Modo de Preparo:

0. Em uma panela, misture o adoçante com a água. Mexa sem colocar no fogo até dissolver o adoçante.

1. Leve ao fogo baixo até levantar fervura. Quando começar a ferver, fique mexendo sem parar. Uns 20 minutos.

2. Vai começar a ficar douradinho, continue mexendo até ficar na cor de caramelo, mas sem queimar.

3. Adicione a manteiga e mexa até derreter bem. Cuidado para não se queimar porque vai borbulhar bastante mesmo. Quando a manteiga estiver derretida retire imediatamente do fogo.

4. Adicione o creme de leite aos poucos e vá mexendo até ficar bem misturado. Adicione o extrato que você escolheu e uma pitadinha de sal.

Pronto, só deixar esfriar e colocar em potes lacrados. Rendeu um total de 500ml, levei metade de presente e as outras 250ml deixei na geladeira e consumi em 3 semanas – tem que mexer sempre que vai consumir pq fica uma “natinha” por cima.

photo 3 (3)Fique pensando, será que dá pra fazer brigadeiro com esse leite? Na próxima eu vou tentar!

Chips de Couve Crespa (Kale)

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Outro dia tive um siricutico interno no supermercado quando encontrei um pacote de chips de couve crespa (kale) sabor de sal e pimenta COBERTO com uma deliciosa manteiga de cajú e com apenas 3.2g de carboidratos. Pensem na alegria da gordinha ❤ Esse chips só tem um problema, cada 25g custa 2 libras, mais ou menos R$8, aí não dá né pra se viciar, né.

Aí como fazer drama é comigo mesmo, estava reclamando no trabalho do preço absurdo por 25g de couve e a minha colega Michelle Davila me deu a solução: faça você mesma 😀 Ela me passou a receita e ainda me deu um pacote!

Pelo que percebi, a couve crespa é super versátil e, na real, vai ficar chips do sabor que você quiser, acho que dá pra ser bem criativo com ela.

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A que eu fiz hoje foi assim:

Ingredientes:

  • 2 maços grandes de couve crespa limpinha, sequinha (bem sequinha) e sem talos. Eu cortei com as mãos mesmo.
  • 2 colheres de sopa de manteiga derretida.
  • Sal e Pimenta.

Como fiz:

  • Pré-aquecer o forno à 150 graus
  • Seguindo a dica da Michelle, coloquei a couve em um ziplock (fiz em 2 vezes pq meu saco era pequeno), coloquei os temperos e fiquei apertando até todas as couvezinhas receberem tempero e gordurinha.
  • Espalhar a couve em uma forma, uma separadinha da outra, e assar por 10 minutos – retirar do forno, virar elas ao contrário e assar por mais 10 mindinhos.
  • Pronto, só retirar do forno, esperar uns 3 minutinhos e servir.

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Muchas gracias Michelle! :*

Geléia de Morango Sem Açúcar

Morango era o meu sabor favorito de bolacha recheada. E de iogurte.  E de sorvete. Mas quando se tratava da fruta, o único jeito de comer era dentro de uma trufa de leite condensado, no meio de um bolo recheado com chantilly ou no fondue.

Também usava bastante na cantada que a minha amiga Danusa me ensinou para pegar rapaz, diz que era um flerte avassalador lá em Palmeira das Missões. Era assim: Tu chegava no carinha na festa e perguntava “Hey, tu gosta de morango?”, aí ele respondia “Sim”, e tu falava “Prazer, moranguinho“. Teve uma vez um que não gostava de morango, fiquei sem reação. HAHAHA.

E, já que estamos falando em moranguinho, eu fui a Boneca Moranguinho na pré escola, mas da fruta eu não queria saber – Eis que agora, depois de grande, redonda e rosada, morango virou minha sobremesa favorita. Aqui na Inglaterra tem morango pra dedéu, são baratos, gigantes, bonitos e super docinhos. A gente compra quase todo sábado, mas na quarta-feira já começam a ficar meio coitadinhos e, para evitar o desperdício, ontem inventei uma geléia/chimia/marmelada/doce, que não tem açúcar porque eu não como açúcar, mas que tem Xylitol, que é a primeira maravilha em se tratando de substituir o malvado açúcar e sua maravilhosa textura.

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Você vai precisar de:

  • 1 Xícara de Morangos frescos, limpinhos e picados
  • 1 Colher de Sopa de Água
  • 1 Colher de Sopa de Suco de Limão
  • 1/3 Xícara de Xylitol

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  1. Leve todos os ingredientes para uma panelinha em fogo baixo e deixe cozinhar, mexendo sempre, por uns 3 minutos. Vai ficar bem aguado.
  2. Coloque toda a mistura em um processador ou liquidificador e pulse umas 3 vezes – você quer pedacinhos de morango lá, então não bata muito. Se você ficar com preguiça de levar pra bater, amasse na panela mesmo.
  3. Deixe lá, fervendo em fogo baixo, por uns 20 ou 30 minutos até começar a ficar com aquela textura de coisa pronta, que quando passa a colher no fundo a panela você consegue ver o fundo por uns 3 segundos antes que volte ao normal.

Pronto. Transfira para o potinho onde você vai guardar e deu. A minha porção rendeu meia xícara de geléia, se você quiser fazer mais, acho que é só ir aumentando proporcionalmente os ingredientes.

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